Nas definições que se tem por aí, a solidão pode ser um Estar ou um Ser, entretanto, naquela que tenho hoje por aqui, digo: não é estar ou ser.
A solidão de ser É, não importa o que ou quem se tenha ao redor
A solidão de estar é aquela de quando, de fato, se está Só
A solidão a que agora me refiro é aquela de não poder compartilhar o Que com Quem se quer.
Qualquer uma delas faz tudo ficar mais frio do que deveria e, confesso, hoje meus ossos ficaram gelados... o frio veio de dentro e me entorpeceu.
Todos eles aqui ao meu redor me aqueceram de fora para dentro só que, desta vez, queria algo de dentro para fora – anti-regra!
A dor e a alegria são solitárias mas, ao mesmo tempo, perfeitamente compartilháveis.
Isso tudo me remeteu a um livro lido há muito, no qual o autor narra sua experiência relatando em seu diário de bordo 100 dias na solidão de estar... numa de suas reflexões diz a si mesmo: “Quem tem um amigo, mesmo que um só, não importa onde se encontre, jamais sofrerá de solidão; poderá morrer de saudades, mas não estará só.”
Devo estar inventando moda ou, quem sabe, talvez não seja solidão o que sinto... devo estar morrendo de saudades...
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