quarta-feira, 30 de julho de 2008

Flor do perdão


Espanca Espanca Espanca
Todo mundo te insultou, declaravas apenas amor
Amor ao teu irmão
Eu também te violentei, com os olhos do preconceito
Quem sou eu agora para não perdoar aos demais?
Falamos a mesma língua, através da cortina de fumaça
Talvez isso faça arder os olhos alfabéticos...
Quanto mais exalamos, mais turva fica a visão
Daqueles que passam
E julgam-nos com disposição
Após passar pelo sobressalto da mesma sorte, voltei aos teus e reli um a um
Nenhuma mácula percebi quando a ele te referias
Peço-te, oh musa inspiradora, perdoa esta alma iniciante
E aceita este texto sem nenhuma métrica ou rima, como uma Flor
Uma bela Flor do pedido de perdão
Não é que não derramemos nosso leite sobre os amantes, não é isso
Mas ao fazermos sem ponto ou vírgula
Causamos um lusco-fusco nas emoções de tais ouvintes
Que sem saber como desvendar, sem dó ou piedade, arremessam-nos suas pedras pontiagudas
E atiram-nos na fogueira de suas próprias vaidades incestuosas


(Imagem- texturas com grafite: Pedra - 22/11/2005)

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