terça-feira, 13 de maio de 2008

Despedida

Agora deixo você ir
Gostaria que ficasse, mas eis aí algo que não posso lhe pedir
Um sonho bom é o que posso guardar
Saudades de momentos que não vivi.
Imolarei, talvez prematuramente, meu amor por ti
Hoje, neste momento, vejo que o nosso “timing” está desencontrado
Seus anseios presentes nos remetem na contramão um do outro
Olho para você, menino que é, e vejo que está a postos para aprender
Yes, é seu momento mais primitivo, de buscas em protótipos e biótipos
Imagino que nem tenha percebido, mas sua profundidade agora é rasa
Kantiano em sua busca entre o que é e o que deve ser
Um momento que é seu e do qual não faço parte...
Yupiiiiii no looping que hoje me causa vertigem
Resisto, não posso querer para mim
Antevejo seus momentos vindouros e o espaço que se abre
Sei que deles não farei parte e você nem vai sentir
Em alguns deles estarei próxima, mas só na platéia
Contemplando seu sorriso feliz.
Freando meus sentidos digo: Amo você menino.
E, sob uma lágrima rolada, deixo um beijo.

Nenhum comentário: