O tempo passa, a ansiedade sufoca, pinica a alma da gente.
Preciso domar meus instintos e anseios...
Vou dormir, nem mesmo naquele momento sublime do quase morte minha alma sossega!
Desobediente quer pensar em você e eu, ardilosamente tento induzi-la a outra atitude.
Qual não foi minha surpresa ao ver que queria pensar no que será que você pensava?
Meus gênios maus, com absoluta maldade, puseram-me a pensar no pior que poderia ser.
Desde o não pensar em mim, até pensar de forma que não queria que pensasse.
Esse monte de tipos de amor que existem por ai, aliados às carências das pessoas em determinados momentos de suas vidas, podem gerar o que queremos e o que não queremos.
O que queremos em função de nossas próprias carências e o que não queremos das carências alheias, se as carências não forem harmônicas o abismo se abre.
E se o que quero ver não for o que quer mostrar? E se o que mostro não é o que quer ver? Disfarçaremos então nossas carências e, muito sem graça, o sorriso ficará amarelo, o dia ficará amarelo.
Acho que amarelei. Não é típico da minha coragem amarelar, mas posso dizer que estou aprendendo a domar meus anseios. Nada! É só medo, medo de que você fique amarelo.
Não quero conjugar o amarelar, quero conjugar o amarelejar.
Porém, a falta de ação assombra e torna-se única opção ante a imprecisão do que vejo, meus olhos turvos confundem-me o tempo todo, eles querem ver o que quero que eles vejam, guiados por um querer que sai da ansiedade, não filtram o que deve ser visto com a alma.
Engraçado como o meu ilimitado limite esbarra no seu e se perde, poderia se fundir, mas se perde, deve estar permeado de condicionantes que deslizam nas barreiras do seu, mesmo sem que eu saiba ao certo quais são.
Guardo esta sensação confusa como referência, é a que tenho agora, só sei que é ela, neste momento, que me impede de amarelejar.
A ansiedade se afina com a paixão, a paciência com o amor. Assim, vou esperar pacientemente a ansiedade passar, se algo ficar, é ele: o amor.
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