Pensamos, por vezes, sermos capazes de senti-lo e, minha dúvida agora é: será? A cada dia que passa e a cada dor sentida dentro da minha alma e dentro meu coração mais parece que não.
Para que eu o possa sentir acabo por criar circunstancias condicionantes para que, de algum modo, não doa tanto e isso já é uma condição que derruba o termo incondicional.
Meu parâmetro sempre foi o amor de mãe, talvez seja o que mais se aproxima do conceito, mas não escapa da condição.
Vejamos: Amar incondicionalmente, em tese, seria amar com total despojamento ou necessidade de retribuição. Amar independente de tudo e qualquer coisa. Até aqui perfeito!
O que nos faz amar? Alguma coisa faz, alguma circunstancia, algum eco ou reflexo dentro da gente e isso já é uma condição.
Será que é da natureza humana ou de minha natureza desejar troca? Isso deturpa o amor incondicional, pelo menos aqueles dos folhetins, aqueles narrados pelos poetas?
Na verdade, vasculhando migalhas de pão derrubadas pelo caminho, seguindo uma trilha deixada por meu querido pai, achei um manuscrito que dizia:
"O negócio é assim, isto é ciência, não é invenção minha:
1- Quando somos crianças temos a necessidade imperiosa de receber carinho, ternura e amor!
2 - Quando somos jovens temos necessidade imperiosa de dar, somente dar - não nos preocupa receber!
3 - Quando amadurecemos temos necessidades imperioras iguais de dar e receber em doses iguais, do contrário nossa felicidade vai ao fundo!
4 - Quando estamos na velhice temos novamente a necessidade de receber outra vez como quando eramos criancinhas! E assim é a vida! Assim é que conseguimos alegria em nossas almas.
Nunca devemos odiar, ter medo, desconfiar, ter ciumes, ou desprezar, pois todos esses sentimentos negativos são incompativeis com o amor!
O amor é a unica pista que nos conduz ao aeroporto da felicidade, motivo da gente viver!"
Talvez isso explique minha fase atual...
Precisava dar alguma validade cientifica ao amor incondicional então, passei a misturá-lo com outros sentimentos para ver no que se transformaria e o que sobraria.
O amor incondicional é como o ouro que se liga facilmente a outro metal, a mistura encontrada entretanto pode ser satisfatória ou não, dependendo do que ali se fundiu, mas, ao aquecer novamente é possível desmembrá-lo e ele ainda será o que é.
Amar independente de qualquer coisa, é isso! Não importa quanto a alma sapateie querendo outra coisa, não importa o quanto a carne sofra, não importa o que se tem de volta, ele, o amor incondicional, teimosamente fica!
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