quinta-feira, 29 de maio de 2008

Sopro de vida

Procuro antever possíveis pedras em seus caminhos.
Quero removê-las mas, por vezes, eu mesma tropeço e vou de boca...
O medo de ver o sangue jorrar da alma, cortada pelas navalhas dos incautos
Daquele vermelho que, por vezes, suja-me as mãos...
Preciso ver brilho em seus olhos, não daqueles encerados pelas lágrimas, daqueles que vem de dentro, da alegria, da felicidade, de ser.
Que papel cruel é este que nos encarregaram, ter-lhes de soprá-los aos céus como guarda-chuvinhas da esperança...
É certo e conforta que tantas vezes, ao final da tarde, junto com os raios do poente, somos contemplados por ela, é a vida.
Ah meus amados bailarinos alados, pudesse eu amparar seus pousos sempre no macio da seda, lagarta não sou, desfio rapidamente meu manto na tentativa de fazer-lhes ninho, mas tenho somente 4 espinhos.
Aqui, ao redor, há de haver sempre algumas pétalas, hora caídas, hora arrancadas, mas sempre macias para lhes abrigar.
Abençoe Criador estas minhas amadas Criaturas.

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