Imersa em meus pensamentos, enquanto tratava de algumas atividades cotidianas, dentro do paralelo, estava a imaginar o poder do chamado do amor...
Não, nada de superficial... o chamado tem que ser sincero, puro e profundo senão não chega aos ouvidos da alma.
Intenso deve ser, pois ao dá-lo irá também receber, é preciso haver espaço para abrigar o ser amado. Então não, nunca emita o chamado sem sentido, pois ao ouvi-lo a alma ganha desprendimento.
Faz-se necessário ainda, além do coração, a mão firme e acolhedora, pois nem sempre o trajeto final está dentro, é somente abrigo passageiro.
Tenho expressado à exaustão meu repúdio total às drogas e seus efeitos, entretanto, ao interpelar-me em busca de alguns cobres, abaixei o som e o vidro, desculpei-me e nada pude oferecer além de um agradecimento sincero e meus parabéns à iniciativa daquele voluntário no farol, aquele que, pelo olhar estremecido, sei que se pôs ao ofício para não cair em tentação...
Interessante que, mesmo sem nada de sólido ter recebido, agradeceu-me dizendo: Obrigado Meu Amor...
Veio-me, mais uma vez, a confirmação do poder do chamado, onde se me dá o necessitado o que precisa receber..., por vezes o único elo existente para viver ou morrer.
É certo, dúvidas não tenho, é essencial e indispensável que, pelo menos uma vez durante a vida, alguém lhe chame: Meu Amor.
Meu Amor, num gesto ou mesmo como exercício da palavra.
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2 comentários:
Não há felicidade maior. Lembro do dia, hora e minuto em que escutei: meu amor...
Acredito!
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