domingo, 1 de junho de 2008

Ensaio número 2

O calor das cores mesclado ao frio desta sensação arremessou meus pensamentos e acabei mergulhando numa outra que consome incessantemente.
As intenções são, invariavelmente, coloridas e as sensações, por sua vez, profundamente maiores que o ato.
O frio que hora me envolve é imenso se comparado àquele aconchego do ar canalizado entre as caternárias amarelas.
O anseio entorpecido pelo toque suave da pele, os corações descompassados unidos pelo abraço sereno, palavras silenciosas ditas ao meu ouvido direito.
O equilíbrio desesperador da simetria e o desejo calado daquela que é única neste contexto, fazendo-me projetar o calor em poder tê-la! Reclama sim meu lado esquerdo aquilo que o direito insiste em tomar só pra si, conjeturando se ela, quem sabe, perdendo-se pelos caminhos não se renderia.
A tortura vitimada por um ensaio fotográfico sem sentido, muita encenação e nenhuma saciedade, sofrimento absoluto ao projetar a imensidão do caos em ver frustrado o desejo mudo daquelas que são ímpares...
Calor, frio, tato, sentimento, torpor, risos, promessas.
Novamente torpor, o furto e uma entrega.

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