terça-feira, 3 de junho de 2008

Síndrome do hipopótamo


Desta vez chamarei de síndrome, pois não gostaria de cair na vala comum de mais um “complexo”...
Talvez até porque o “bichinho” adequado à sensação seja mesmo uma “Dinossaura” desajeitada, daquelas bem, bem pescoçudas!
Gargalhadas ao vento, pois agora me ocorreram o Jotalhão e a Tanajura... Se ao menos pudessem eles me ensinar algumas dicas!
Li em algum lugar que, para fazer o medo virar pó, é necessário desmistificá-lo, como naquele exercício na sala dos magos de Harry, ridicularize-o e ele cederá. Será?
Condenaram-me recentemente a não mais me envergonhar de meus sentimentos e coisas e tal, com isso, até exagero e carrego nas tintas, afinal quem nunca comeu melado, quando come ...
Pego, ainda, carona neste doce de mel e lembro-me quão escorregadio pode ser, derramado agora pelo chão onde estão as prateleiras com a fina e delicada porcelana oriental.
Ah Dona Dinossaura, de saltos antiderrapantes, veja lá! Não se mexa sem cuidado, por favor, olhe os cristais sobre sua cabeça! Cuidado! Cuidado!
Tudo tão lindo e puro (tudo tudo tudo – djavanessência pelo ar), mas veja só, como serão mesmo as mãos de uma Dinossaura? Nunca vi no detalhe, serão bípedes ou quadrúpedes, serão elas delicadas o suficiente? Se ao menos a espécie for daquela que evolui para o pingüim, acho que sim! Basta-me podar as garras para poder lhe massagear.
Desconfiava sim que ante a situação, esta princesinha, mais que o normal, apelasse para o reino animal, mas nada de sapos ou cavalos brancos, muito menos os pôneis de trancinha, vejam só, já somam mais que cinco! É a anti-regra.
Tanta fragilidade exibida que até põe susto! Sustinho! Sustinho! Passou... passou... Afaga-me os cabelos e volto a ser florzinha! Dou um pulinho, um giro no ar e sapeco-lhe um beijinho! Viu? Suas prateleiras continuam intactas!
Daquele elo entre o desejo e a lei, nem vou falar, paro por aqui!

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