
Agora estou abrigada pelo desconforto do sentimento de culpa, por que será que eles existem?
A mágoa não sei mais se ela é minha ou sua, só sei que desde que ela fez vez em nossas vidas um monte de faltas estamos cometendo. Hoje penso que algumas coisas estão irremediáveis, como a falta de diálogo e contato, pela distância que nos separa, mas esta distância que muitas e muitas vezes transpúnhamos dentro de uma pilha de pneus no porão, hoje é infinitamente grande para minhas projeções.
Engraçado que, apesar dos pesares tenho uma confiança cega em você, daquelas pautadas em tempos que cada vez mais desbotam-se da memória.
Faltam-me forças e visão para voltar a procurar e vislumbrar a trilha onde perdemos nossa cumplicidade e unidade, é como se estivessem presentes todos os ingredientes para o bolo mas não sei onde está a receita.
Jogo tudo dentro do caldeirão, lanço lá toda a nossa capacidade de amar, derramo sobre tudo um choro sentido, brilha e rebrilha e só sai pirita...
É a vida, é a vida! É não, não é, não pode ser! Muita cobrança e ironia, reprovação, medo. E amor? Não?
Acho que vou voltar lá na pilha, usar de minhas ultimas energias, para ver se viajando consigo achar novamente você e sua luz...
Será que deteriorei a tal ponto e fiquei ofuscada pelo seu brilho? Pois é certa e indubitável a luz que pressinto. Talvez tenha crescido e eu me esquecido? Não sei, só sei que daqui de onde estou não lhe vejo mais, não lhe toco mais, não lhe alcanço, resseco um pouco todo dia, desidratando pelos olhos e pela alma.
Deve ser culpa da minha miopia que leva você para longe um pouco mais a cada grau de dioptria.
Volta!!! Volta!!! Volta!!! Escuta essa voz abafada pelas engrenagens da vida...
Só tenho um argumento: Te amo um pouco mais a cada dia!
Leio e releio, penso e critico, está tudo tão dolorido que talvez só consiga mesmo arrumar mais alguns centímetros...
O tormento do medo é o pior que se pode ter como sentimento. Não estou tendo força nem visão para dele me despir, como um sapo querendo convencer o príncipe a lhe dar um beijo, cheio de verrugas e brotoejas, asqueroso e nojento.
A mágoa não sei mais se ela é minha ou sua, só sei que desde que ela fez vez em nossas vidas um monte de faltas estamos cometendo. Hoje penso que algumas coisas estão irremediáveis, como a falta de diálogo e contato, pela distância que nos separa, mas esta distância que muitas e muitas vezes transpúnhamos dentro de uma pilha de pneus no porão, hoje é infinitamente grande para minhas projeções.
Engraçado que, apesar dos pesares tenho uma confiança cega em você, daquelas pautadas em tempos que cada vez mais desbotam-se da memória.
Faltam-me forças e visão para voltar a procurar e vislumbrar a trilha onde perdemos nossa cumplicidade e unidade, é como se estivessem presentes todos os ingredientes para o bolo mas não sei onde está a receita.
Jogo tudo dentro do caldeirão, lanço lá toda a nossa capacidade de amar, derramo sobre tudo um choro sentido, brilha e rebrilha e só sai pirita...
É a vida, é a vida! É não, não é, não pode ser! Muita cobrança e ironia, reprovação, medo. E amor? Não?
Acho que vou voltar lá na pilha, usar de minhas ultimas energias, para ver se viajando consigo achar novamente você e sua luz...
Será que deteriorei a tal ponto e fiquei ofuscada pelo seu brilho? Pois é certa e indubitável a luz que pressinto. Talvez tenha crescido e eu me esquecido? Não sei, só sei que daqui de onde estou não lhe vejo mais, não lhe toco mais, não lhe alcanço, resseco um pouco todo dia, desidratando pelos olhos e pela alma.
Deve ser culpa da minha miopia que leva você para longe um pouco mais a cada grau de dioptria.
Volta!!! Volta!!! Volta!!! Escuta essa voz abafada pelas engrenagens da vida...
Só tenho um argumento: Te amo um pouco mais a cada dia!
Leio e releio, penso e critico, está tudo tão dolorido que talvez só consiga mesmo arrumar mais alguns centímetros...
O tormento do medo é o pior que se pode ter como sentimento. Não estou tendo força nem visão para dele me despir, como um sapo querendo convencer o príncipe a lhe dar um beijo, cheio de verrugas e brotoejas, asqueroso e nojento.
A única magia que pode quebrar esse encanto maldito é aquela advinda da crença de que ainda valemos a pena, por favor não me engula, apenas me arranque dessa forma que tanto temo e é meu pior pesadelo.
Preciso do verde sim, mas não ser, somente ter um tiquinho! Não me condene ao resto da vida do verde!
Preciso do verde sim, mas não ser, somente ter um tiquinho! Não me condene ao resto da vida do verde!
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