domingo, 8 de junho de 2008

Comutando

Deparei-me, por várias vezes, com pessoas e seus abismos
Agrada-lhes aquele ventinho refrescante que vem, mas é abismo
Deparei-me, por várias vezes, com pessoas e seus venenos
Agrada-lhes aquele torpor que vem, mas é veneno
A certeza que se tem, pode ser dúvida
Preservação que se lhe presta, pode ser furto
Há uma linha imaginária e seus muros
O veneno pode ser remédio
A árvore mais forte é aquela que se verga
Não tem porque, é porque sim
O que lhe traz sensação de liberdade é sua prisão
Dando que se recebe, não sendo roubado
O fim é um começo necessário
É preciso drenar as bolhas para continuar caminhando
Escolher não é desespero
Quando coração e alma estão preenchidos não há espaço para o mundano
Purpurinas para cima e para cima de mim
O medo que você tem, ele também, o que ele também, você tem
Não deixe que abusem de sua bondade
Pintar revela, escrever quase sempre é uma incógnita
Não se deve ser mais real que o rei
Não há nada mais gratificante do que se entregar a coroa
Há sempre aqueles que preferem não por a mão nisso

Há, ainda, aqueles que se recusam
O que é para você é para você, se não é, não é
Existe uma grande diferença entre o que é a vida e o que não é
Cuidado com os lagartos
Deparei-me, por várias vezes, com pessoas e seus abismos
Agrada-lhes aquele ventinho refrescante que vem, mas é abismo
Deparei-me, por várias vezes, com pessoas e seus venenos
Agrada-lhes aquele torpor que vem, mas é veneno

2 comentários:

WLAD CONEJO O COOL.ELHO HONESTO disse...

E deixa vir... porque o que encontrarmos pelo caminho é para o nosso próprio aprendizado!
e nada mais interessante do que ser surpreendido
;)

Inocente disse...

Certamente caro Conejo!